Gastronomia sofisticada na 4ª Vitrine SEBRAE - Aroma, Sabor e ArteCatarina
Para quem gosta de uma boa comida e que tem um paladar sofisticado, a 4ª Vitrine SEBRAE - Aroma, Sabor e ArteCatarina é uma vitrine para os olhos e também para o paladar. A mostra, que acontece até 20 de fevereiro, diariamente das 14 às 22hs, oferece à população diversas opções para um cardápio harmonizado.
Para quem aprecia um bom vinho, a vinícola Goethe lançou na mostra o Nascondiglio Di Goethe, um vinho branco frisante aromatizado com nozes. Além de saboroso, o vinho leva um nome sugestivo, uma vez que nascondiglio significa esconderijo, nascente ou lugar do Goethe.
A vinícola San Micheli traz o Carattere, vinho branco espumante Brut Niagara, um espumante orgânico e biodinâmico. Esse produto tem suas uvas cultivadas sob rígidas normas internacionais de produção biodinâmica. São vinificadas sob um processo criterioso, cuja segunda fermentação é realizada dentro da própria garrafa, conhecido como método Champenoise, aprendido na Itália.
Já para os interessados em bebidas não alcóolicas, o suco de uva é uma boa opção. A Erpo trouxe para a mostra um suco de uva orgânico de forte consistência, sem conservantes, um alimento integral e indicado para todas as faixas etárias.
Para um belo prato principal é possível encontrar na Vitrine SEBRAE ostras, mexilhões, truta e camarões, em porções congeladas e também em porções de ostras, truta e mexilhões defumados, prontos para o consumo. Salada de palmito com um toque de geleia de abacaxi com pimenta para completar o prato.
E para uma bela sobremesa, as opções são diversificadas. Chocolates finos recheados com banana passa. Para quem procura produtos sem açúcar a banana passa inteira, seca e sem conservantes é indicada. Para aqueles que quiserem um toque de refinamento, uma sugestão seria uma banana flambada com sorvete de creme harmonizada com licor de banana ou também com água ardente de banana, e ambas podem ser encontradas na mostra.
Para encerrar o cardápio, biscoitos finos da Delikaten, confeccionados um a um, produzidos sem adição de conservantes, com ingredientes altamente selecionados e de forma artesanal. Para completar, drágeas de café arábica em torra encorpadas cobertos com Chocolate ao Leite - um equilíbrio perfeito entre a intensidade do café e a suavidade do Chocolate ao Leite Nugali.
Todos esses produtos e muitas outras opções que aliam a sofisticação a produtos artesanais fazem parte de programas coordenados pelo SEBRAE/SC, os Arranjos Produtivos Locais (APL), que oferecem aos artesãos e produtores qualificação e ferramentas para acesso ao mercado. Os produtos podem ser encontrados até 20 de fevereiro no vão central do Beiramar Shopping na 4ª Vitrine SEBRAE - Aroma, Sabor e ArteCatarina, diariamente das 14 às 20hs.
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
artesanato com fibra de bananeira
Produtores de Abadiãnia aprendem artesanato com fibra de bananeira
Doze produtores rurais e familiares participam do curso de Artesanato em Fibra de Bananeira, na Comunidade Quinta dos Sonhos, em Abadiânia (85 km da capital). O curso resulta de parceria com o Sindicato Rural de Goiânia e é aberto aos produtores, sendo organizado pela unidade local da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagro).
A iniciativa enfoca a geração de renda suplementar às famílias que dependem do Programa Agricultura Familiar. A meta é que, a partir do aprendizado teórico-prático, os participantes possam confeccionar papel, cestos, caixas, bolsas e chapéus. O conteúdo programático contempla, ainda, noções de comercialização, além do melhor aproveitamento dos recursos naturais (fibra de bananeira).
Essa inciativa deve repercutir em todo o Brasil.
Doze produtores rurais e familiares participam do curso de Artesanato em Fibra de Bananeira, na Comunidade Quinta dos Sonhos, em Abadiânia (85 km da capital). O curso resulta de parceria com o Sindicato Rural de Goiânia e é aberto aos produtores, sendo organizado pela unidade local da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagro).
A iniciativa enfoca a geração de renda suplementar às famílias que dependem do Programa Agricultura Familiar. A meta é que, a partir do aprendizado teórico-prático, os participantes possam confeccionar papel, cestos, caixas, bolsas e chapéus. O conteúdo programático contempla, ainda, noções de comercialização, além do melhor aproveitamento dos recursos naturais (fibra de bananeira).
Essa inciativa deve repercutir em todo o Brasil.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
II Encontro APL da Banana/novembro 2010.

RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DO II ENCONTRO DO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DA BANANA REALIZADO NO CLUBE DE ENGENHARIA DE 16 A 18 DE NOVEMBRO DE 2010.
Dr. Ricardo Teixeira
Os reflexos positivos do ll Encontro da APL da Banana de 2010 estão demonstrados nos contatos de pessoas físicas, jurídicas, instituições e ONGs. O Engenheiro Químico Ricardo Teixeira tem sido contatado, na forma direta, durante e após o evento sobre APLs e o Banco de Projetos do CE, Notou-se também muitos comentários sobre a grande interação entre o CE, UFRRJ, FAPUR, CREA e Colaboradores
1- Nome:Engenheiro Francisco J. Almeida Neto
Empresa: Chenstech
Objetivo: Desenvolvimento de derivados da Banana
.2-Nome: Francisco J. Almeida Neto
Empresa: A. Siemeris Company – Vice Presidente
Objetivo: Avaliação e possível produção da Pasta Básica de Banana com cascas diversas.
. 3-Nome:
Empresa: Agência de Desenvolvimento Sustentável de Duque de Caxias (AGDUC)
Objetivo: Projeto Cinturão Verde na Baixada Fluminense.
. 4-Dr. Euclides de Oliveira Neto
(Empresa: Centro de Ensino Integrado de Agroecológico (CEIA) – Magé –RJ)
Objetivo: Produção de produtos da banana com projetos prontos.
. 5-Nome: Dr. Aloysio Campos de Oliveira
Empresa: Grupo Aloísio Campos de Oliveira
Objetivo: Sondagem de mercado para os produtos derivados da banana.
.6- Nome: Dr. Euclides de Oliveira
Empresa: Rio Carioca Instituto Interdisciplinares
Objetivo: Desenvolvimento de produtos com base nas APL´s
.7- Dr. Lucimar Fernandes
Empresa: Ex-Presidente e Ex-Diretor do BNDES.
Objetivo: Reunião com sua empresa de projetos para integrar APLs da Banana e o Banco de projetos do CE.
. 8-Dr. Juan Bogossian
Empresa: Sistema Comtal de Produção Agrícola (COPERDUC)
Objetivos: Como se integrar aos APLs Banana e Banco de dados do CE em busca de tecnologias disponíveis?
. 9-Sergio Duarte
Empresa: Grupo Wagner Barradas/Vitalis
Objetivo: Uso de Tanino da banana para tratamento de lixo. Investimento com o CE/Parte da tecnologia para desenvolvimento de novos produtos a partir da banana.
.10- Margarete Carvalho Teixeira
Empresa: União das Cooperativas (UNICON)
Objetivo: Aproveitamento das sobras de frutas, verduras, legumes. A exemplo das cascas de bananas criando-se novas indústrias caseiras na zona rural.
Empresa: Cooperativa dos Produtores Rurais de Paraty do RJ
Objetivo: Interesse em produzir Doce de banana 100% Natural sem adição de açúcar com apoio técnico do CE?
.12- Nome: Sra. Eliane
Empresa: Pacova Projetos (Exposição da APL2-Banana)
Objetivo: Pede ajuda ao CE/UFRRJ para um projeto artesanal envolvendo parte financeira, venda e desenvolvimento do projeto da Banana com Gergelim. Este produto é energético e medicinal. Ela foi apresentada a vários empresários que fariam novos contatos.
Em suma:
Precisamos buscar soluções junto ao empresariado, novas tecnologias, pesquisadores, bancos financiadores para retornar às demandas acima. Há necessidade de se continuar as APLs sem interrupção.
Rio de Janeiro 18 de dezembro de 2010-
Dr. Ricardo Teixeira
DTE de Química
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
A HISTÓRIA DA BANANA

A História da Banana
Autores: FRANCISCO, B. H. R., BELTRÃO, C. B. de A. N., AMARAL, D. M. da C. R. do e SOUTO, M.
Endereço: cba@cbarqueol.org.br
Palavras-chave: banana, origem, história, cultivo, cultura
O trabalho pretende mostrar a antiguidade do consumo desta que é chamada a "musa paradisíaca" entre todas as frutas: a banana. Para tanto, foi realizada uma intensa pesquisa bibliográfica, através de livros, artigos e vários sites na Internet.
A ORIGEM
A banana é considerada como a fruta mais antiga de que se tem notícia. Os primeiros habitantes do Brasil já a conheciam, bem como os antigos gregos e indianos, que a citam em seus relatos mitológicos. Uma das mais antigas culturas do planeta, a banana, que já era consumida como legume na pré-história, hoje integra o cardápio das populações do mundo inteiro, sendo a quarta cultura mais importante existente, depois do arroz, do trigo e do milho, e a líder entre as frutas mais consumidas do mundo.
O cultivo de bananas pelo Homem teve início no sudeste da Ásia. Existem ainda muitas espécies de banana selvagem na Nova Guiné, na Malásia, Indonésia e Filipinas.As primeiras fazendas de plantação de banana surgiram provavelmente no território que hoje vai da Índia à Austrália. Indícios arqueológicos e paleoambientais recentemente revelados em Kuk Swamp, na província das Terras Altas Ocidentais da Nova Guiné, sugerem que esta atividade remonta pelo menos até 5000 a.C., ou mesmo até 8000 a.C.. Tais dados tornam este local o berço do cultivo de bananas. É provável, contudo, que outras espécies de banana selvagem tenham sido objeto de cultivo posteriormente, noutros locais do sudeste.asiatico.
Há 7 mil anos, a região de Papua-Nova Guiné, úmida e fértil, abrigava uma diversidade de flora difícil de encontrar em qualquer outra parte do mundo. Kuk Swamp foi um dos primeiros lugares onde nativos – que antes viviam de extração e caça – organizaram-se em uma sociedade agrícola. Os primeiros cientistas a chegar à região, nos anos 70, encontraram resquícios de uma enorme e organizada plantação. Mas eles não sabiam o que era cultivado ali. Em 2002, pesquisadores australianos determinados a desvendar o mistério analisaram exaustivamente microfósseis e resquícios encontrados no solo. A conclusão? Os nativos de Kuk Swamp já plantavam bananas em 5000 a.C.
A fruta chegou à África, saída da Ásia, há cerca de 3 mil anos. A banana é mencionada em documentos escritos, pela primeira vez na história, nos escritos do budista Pali, século VI a.C., e em Mahabharata e Ramayana, poemas épicos indianos. Sabe-se também que Alexandre, o Grande, celebrado rei da Macedônia, comeu e apreciou as bananas durante sua campanha nos vales da Índia em 327 a.C..
A banana espalhou-se pelo Oriente Médio e depois pela Europa, no século I a.C, levada pelos romanos. Em 650, os conquistadores Islâmicos trouxeram a banana para a Palestina. Como bons agricultores, os árabes cultivaram a banana quando ocuparam as Ilhas Canárias, berço das grandes plantações que fornecem a fruta atualmente para grande parte da Europa. Também foram, provavelmente, os mercadores árabes quem divulgou a banana por grande parte de África, provavelmente até à Gâmbia.
Europeus levaram as bananas para suas colônias e negociantes árabes foram responsáveis pela criação do nome que conhecemos hoje. Eles se referiam às frutas que comercializavam como banan, ou dedo em árabe, por causa de seu formato. Esta palavra foi adotada pelos portugueses e espanhóis e passou também a ser usada, por exemplo, na língua inglesa. O último continente a ser conquistado pela fruta – e talvez onde ela mais tenha gerado controvérsias – foi o americano.
A BANANA NAS AMÉRICAS
A chegada das bananas à América é contraditória. Tradicionalmente, acredita-se que os europeus vieram com elas, no século 15. Mas alguns indícios apontam para o fato de que as bananas podem ter descoberto o continente antes dos colonizadores. Segundo Dan Koeppel, jornalista americano e pesquisador deste tema, na Ilha de Páscoa e no Havaí, no Pacífico, o termo usado para banana é maika, exatamente o mesmo empregado na Nova Zelândia. Não há evidências fósseis da existência da fruta nas ilhas antes da chegada de Cristóvão Colombo à América, mas a coincidência de termos faz com que alguns cientistas defendam que polinésios já haviam aportado no nosso continente pelo oceano Pacífico. E, claro, trouxeram a banana com eles.
Mas não existe relato que Cristóvão Colombo tenha visto bananeiras na América. Também não existe vestígio da imagem da banana na cerâmica andina, que reproduz os frutos conhecidos pelos nativos.
A versão oficial revela que a banana chegou à América em 1516, pelas mãos do reverendo espanhol Tomás de Berlanga. Último bispo do Panamá, descobridor das Ilhas Galápagos, o monge franciscano largamente viajado desembarcou com a fruta em Santo Domingo, atual República Dominicana. O objetivo era de disponibilizar um novo alimento popular para os nativos. Naquele solo rico e fértil dos trópicos, a banana difundiu-se rapidamente pelas outas ilhas do Caribe, bem como pelas América Central e do Sul, abrindo caminho para as extensas áreas de plantio existentes na região e dando origem a enormes fortunas e a disputas entre os comerciantes dessas que, séculos depois, ficariam conhecidas como “repúblicas das bananas”.
Nos séculos XV e XVI, colonizadores portugueses começaram a plantação sistemática de bananais nas ilhas atlânticas, no Brasil e na costa ocidental africana. Mas as bananas mantiveram-se, durante muito tempo, desconhecidas da maior parte da população europeia. Por exemplo, note-se que Júlio Verne, na obra "A volta ao mundo em oitenta dias" (1872), descreve o fruto detalhadamente porque sabe que grande parte dos seus leitores desconhece.
Na América do Norte, as bananas entraram primeiramente de forma improvisada, pelas mãos de marinheiros que traziama algumas mudas apenas como curiosidade e sem objetivos comerciais. Sua chegada oficial deu-se em 1876, numa feira na Filadélfia. No final dos anos 1870, com a invenção do telégrafo e o desenvolvimento das estradas de ferro da América Central, a indústria bananeira finalmente se materializou.
Contando com mais de 200 variedades do Caribe à Africa, do México à América do Sul, são conhecidas no Brasil cerca de 30 espécies, consumidas em sua maioria internamente. Com exceção da Ilha da Madeira, que abastece sobretudo Portugal e produz diferentes espécies, a banana nanica é a mais cultivada no mundo inteiro. No Brasil, a nanica é conhecida também como banana-d’água, anã, caturra, cambota e banana-da-china.
A BANANA NA ARTE BRASILEIRA
A banana tem marcado presença não somente na mesa, mas também no imaginário nacional. É também encontrada nas artes, em livros, filmes, letras musicais, pinturas e gravuras.
A primeira imagem que vem à mente, quando se insere a banana no contexto artístico é a figura de Carnem Miranda, a Pequena Notável, que usava um arranjo de frutas tropicais na cabeça. Nos idos dos anos 40 do século XX, a banana já começava a ser um ícone a ser cada vez mais explorado nos trajes de atrizes e vedetes que viriam a seguir.
São dezenas de citações da “musa paradisíaca” em músicas que festejam a gloriosa fruta nacional. A letra de “O orvalho vai caindo”, de Noel Rosa e Kid Pepe, do carnaval de 1934, já dizia:
[...] A minha terra dá banana e aipim
Meu trabalho é achar
Quem descasque por mim
Vivo triste mesmo assim ! [...]
Outra música antológica é a “Chiquita Bacana”, da dupla João de Barro e Alberto Ribeiro, que estourou no carnaval de 1949, na voz de Emilinha Borba:
Chiquita bacana
Lá da Martinica
Se veste com um casca
De banana nanica
Não usa vestido
Não usa calção
Inverno pra ela
É pleno verão [...]
Mais recente, já neste século, a música “Bananeira”, da dupla João Donato e Gilberto Gil, ganhou várias gravações, com o próprio Donato, com Bebel Gilberto, com Turíbio Santos e com Joyce.
Bananeira não sei
Bananeira será
Bananeira sei não
A maneira de ver
Bananeira não sei
Bananeira será
Bananeira sei não
Isso é lá com você
Será no fundo do quintal
Quintal do seu olhar
Olhar do coração [...]
Registrada desde os tempos coloniais pelos pintores viajantes, são várias as representações da banana em suas obras.
Jean-Baptiste Debret, em sua “Viagem pitoresca e histórica ao Brasil”, publicada em Paris entre 1834 e 1839, já comentava a importância desta fruta tropical desta maneira: os “mais indigentes e os escravos nas fazendas alimentam-se com dois punhados de farinha seca, umedecidos na boca pelo suco de algumas bananas ou laranjas”. É dele o belíssimo desenho “Le bananier”, que faz parte da obra citada.
A banana também representou o exotismo, a alegria e a luminosidade tropical nos quadros de Lasar Segall, pintor de origem russa que no primeiro quarto do século XX trocou a Europa pelo Brasil. É dele a obra “Menino com lagartixas”, de 1924, em que o fundo da tela é totalmente revestido de folhas de bananeiras.
CONCLUSÃO
A banana é a mais antiga fruta que se tem notícia e também é a fruta mais consumida no mundo e no Brasil, representando grande parte da alimentação diária de mais de 400 milhões de pessoas em todo o planeta. Além disso, a banana serve também de fonte de inspiração para inúmeras obras encontradas na arte brasileira.
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